POMBAL

POMBAL
BANDEIRA DA CIDADE DE POMBAL

POMBAL

POMBAL
VISTA A PARTIR DO CASTELO DE POMBAL DO LADO NOROESTE DA CIADE.

UM POUCO DA MINHA TERRA

UM POUCO DA MINHA TERRA
Vista da parte Oeste da cidade com a Zona Industrial ao fundo

UM POUCO DA MINHA TERRA - (POMBAL)

UM POUCO DA MINHA TERRA  - (POMBAL)
Vista aérea da parte Sul de Pombal.

UM POUCO DA MINHA TERRA. (POMBAL)

UM POUCO DA MINHA TERRA. (POMBAL)
Vista aérea da parte centro-este de Pombal

UM POUCO DA MINHA TERRA. (Pombal)

UM POUCO DA MINHA  TERRA. (Pombal)
Museu Marquês de Pombal (Antiga Cadeia)

UM POUCO DA MINHA TERRA (POMBAL)

UM POUCO DA MINHA TERRA (POMBAL)
Pombal shopping

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

A MORTE DE INÊS



A MORTE DE INÊS


Que direi ? Que farei ? Que clamarei ?
Ò fortuna !Ò crueza!Ò mal tamanho !
Ó minha Dona Inês, ó alma minha,
Morta m' és tu ? Morte houve tão ousada,
Que contra ti pudesse ? Ouço-o e vivo ?
Eu vivo e tu és morta ? Ó morte crua !
Morte cega, mataste minha vida,
E não me vejo morto ? Abra-se a terra,
Sorva-me num momento, rompa-s' alma,
Aparte-se de um corpo tão pesado,
Que ma detém por força !
        Ah ! minha Dona Inês, ah ! ah! minh'alma
Amor meu, meu desejo, meu cuidado,
Minh' esperança só, minh' alegria,
Mataram-te ? Mataram-te ? Tua alma
Inocente, fermosa, humilde e santa
Deixou já seu lugar ? Ah ! de teu sangue
S'encheram as espadas ? De teu sangue ?
Que espadas tão cruéis, que cruéis mãos ?
Ah ! Como se moveram contra ti ?
Como tiveram forças, como fios
Aqueles duros ferros contra ti ?
       Como tal consentiste, Rei cruel ?
Inimigo meu, não pai, inimigo meu !
Porque assim me mataste ? Ó leões bravos !
Ó tigres ! Ó serpentes ! que tal sede
Tínheis deste meu sangue ! Por que causa
Vos não vínheis em mim fartar vossa ira ?
Matáreis-me e vivera. Homens cruéis
Porque não me matastes ? Meus imigos,
Se mal vos merecia, em mim vingáreis
Esse mal todo. Aquela ovelha mansa,
Inocente, fermosa, simples e casta,
Que mal vos merecia ? Mas quisestes
Como imigos crueis buscar-me a morte,
Não da vida, mas d' alma. Ó céus que vistes
Tamanha crueldade, como logo
Não caístes ? Ó montes de Coimbra,
Como não sovertestes tais ministros ?
Como não treme a terra e s' abre toda ?
Como sustenta  em si tão grã crueza ?

António Ferreira, castro



10 comentários:

Graça Pereira disse...

Por amor...morre-se tanta vez! Por amor...perde-se a alma e o sentido da vida. Ah, Inês, que não morreste de vez... cais aos poucos, nos amores infelizes por estes caminhos...
Um beijo e uma boa semana Graça

ellen disse...

lolol...estive em agosto a ver a Ines no seu tumulo rsssssss :)

Francisco Vieira disse...

Olha la meu melro, onde te escondeste que ninguem te ve?

Norberto Marques disse...

Olá Gracita :)

É verdade amiga, ás vezes ficamos tão desorientados que chegamos a perder o sentido da vida...

Beijo ...... Norberto

Norberto Marques disse...

Olá Hellen :)

Aquele túmulo foi o resultado do imenso amor que os unia (Pedro e Inês), assim como quatro filhos considerados bastardos, visto ser uma relação que D. Pedro teve fora do casamento, renunciando á esposa , para ficar com a amante...o amor tem destas coisas....LOL.

Beijo.......Norberto

Norberto Marques disse...

Olá Francisco :)

O "melro" esteve toda a semana em formação na Figueira da Foz.

Abraço.... Norberto

Rê Cicca disse...

Gosto desse blog porque tem assuntos e estruturas diferentes dos blogs brasileiros...Grande Norberto!!! Sempre escrevendo coisas interessantes e sempre muito gentil e simpático! Beijos Norberto!!!

Norberto Marques disse...

Bom dia Rê Cicca :))


Não sei se conhece a história de Pedro E Inês, mas eu vou deixar-lhe aqui um pouquinho dessa história.
D. Pedro era filho de D. Afonso IV (Rei de Portugal)e de Beatriz de Castela.Nasceu em Coimbra em Abril de 1320.Em 1336 casa por "procuração" com D. Constança Manuel (que vive em Espanha)e só vem para Portugal em 1340, trazendo consigo uma fidalga galega (dama de companhia), de nome Inês de Castro, por quem D. Pedro se apaixona, tendo resultado dessa paixão o nascimento de 4 filhos bastardos.A 13 de Novembro de 1345, morre em Santarém D. Constança Manuel, esposa legítima de D. Pedro. D. AfonsoIV (rei de Portugal) e pai de D. Pedro, com medo que algo impedisse seu filho (D.Pedro)de subir ao trono, mandou matar Inês de Castro ( 7 de Janeiro de 1355, em Coimbra). D. Pedro revolta-se contra seu pai e inicia-se uma guerra entre ambos onde a paz será assinada em Agosto desse mesmo ano.A 28 de Maio de 1357 D. Pedro sobe ao trono, intitulando-se D. Pedro I . Em 1353 D. Pedro I pretende provar ter casado com D. Inês de Castro procurando dar legitimidade aos filhos que dela teve, e impôs que, por isso a reconhecessem como verdadeira Rainha de Portugal. Mandou fazer dois túmulos em pedra habilmente trabalhada no Mosteiro de Alcobaça onde repousam os seus restos mortais ao lado de D. Inês. Amiga, aqui fica um pequeno resumo desta história maravilhosa, deste amor sem limites que ainda hoje encanta Portugal.
Bom domingo.Beijinho
Norberto

ONG ALERTA disse...

O amor verdadeiro suporta tudo, até a morte, paz.

Norberto Marques disse...

Amiga Lisette, quando o amor é verdadeiro é muito difícil suportar a morte, ou a perda de alguém que nos é muito querido, já passei por isso e parte de mim morreu também... Mesmo assim concordo que se deva amar sem limites... Tudo de bom para si.. volte sempre que puder e desejar, terei todo o gosto em tê-la aqui no meu cantinho.. Um beijinho...Norberto